dash

sábado, 23 de junho de 2012

MAX PAYNE 3 PEQUENA NOTA DE INDIGNAÇÃO

"Melhor jogo do ano"
"Nota 10"
"Obra de arte!"

Essas são algumas das frases disparadas pelos retardados incautos que gostaram da terceira continuação da série MAX PAYNE.

O jogo tem gráficos excelentes, música excelente (grupo Health, vale a pena conferir), detalhamento de cenário excelente... etc... Tudo pra perfumar uma merda de jogo e fazer vender um produto em si horrível...

Max Payne 3 não tem nada a ver com seus antecessores. O nível de dificuldade é ridículo, o cenário mudou, agora você anda em linha reta, se você não andar, o jogo te força a andar automaticamente. É como, entrar em uma caixa, limpar, andar, entrar em outra caixa, limpar, andar... Os cenários são pequenas caixas repletas de objetos 3d e inimigos, algo que faz lembrar aqueles jogos de fliperama onde você com uma pistola, só enxergava uma mira no monitor e atirava...

Ilustrando, vejo Max Payne 1 e 2 como sendo SUNSET RIDERS do Snes... e Max Pyane 3 sendo a parte bonus do Sunset Riders, aquela que você tinha que ser rápido e atirar nos inimigos que apareciam....














Max Payne 1 e 2 - explorando o cenário
















MAX PAYNE 3 - JOGABILIDADE

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Loucura

Dia começando; Acordo bem cedo; Tomo um banho e tomo meu café; Vou à faculdade; finjo que estudo; volto.

À tarde como, converso um pouco, vou à academia, vou ao estágio.

À noite eu finjo que trabalho e espero o tempo passar. Olho o ponteiro do meu relógio percorrer todo o perímetro e olho também para a tela do computador. Escrevo.

Tão entediante quanto o que escrevi é minha vida. Sim. Um verdadeiro tédio de quatro letras, sendo duas vogais e duas consoantes. Tem a chatice de ser dividida em duas quando pronunciada que, para uns, é muito fácil falar, para outros, tão dificil ter. O que de fato temos? Um mero substantivo definidor de algo tão relativo que só pode ser reconhecido se tiver um propósito ou algo que verdadeiramente temos e não possuímos?

Sim! Tão louco quanto esse texto é a vida! Mas o que é vida? Nossa! Acho que estou louco e preciso viver. Ou não.

terça-feira, 5 de abril de 2011

LEBRES &

Abro a janela e vejo um casal de lebres.
Idênticos.
Dois são um.
Ariscos por natureza, me veem e fogem.
Penso no amigo que tive, que encontrou sua metade, idêntica.
Sempre manteve seu caráter reto, íntegro.
Penso em mim.
Ego e super-ego e estrutura mental que desabaram dezenas de vezes.
Tomei outro rumo, tão dispar que hoje não tenho par.
Não tenho minha metade idêntica.
Não sou lebre.
Agora lebres fogem de mim.

RJ = MERDA + PODECRER

Um baita lixo propagandista carioca está sendo transmitido agora na Sessão Brasil. Um American Pie estilizado de forma poética e sem a menor força para esconder que foi patrocinado pelo Ministério do Turismo para iludir turistas másculos a buscarem The American Dream nas esquinas fétidas do diarReIaO de Janeiro.

O grau de cinema ruim no "¡PODECRER!" (pasmem esse é o nome) infelizmente é grande. Aliás, aquela palavra cinema não soa bem, pois por mais que tenham sugado dinheiro dos trouxas no cinema, tenho quase certeza que esse filme foi produzido com a finalidade de ser televisivo, atingir a massa. Ó pobre cidadão brasileiro.

[Os filmes na grade da Globo tendem a piorar - algo evidente... e isso na medida em que o preço da gasolina aumenta. Está em declínio acentuado a qualidade dos filmes desde que Paulo Perdigão faleceu, ou é coincidência?]

{voltando ao assunto} A parte engraçada do filme: o diretor tem conscîência da cinematografia putrefeita que faz e enche o enredo com diálogos referenciando isso. É sério.

Tudo me leva a crer que a agência do senhor publicitário Arthur Fontes que é especialista em propagandas televisivas (talvez as propagandas ridículas da Skol) foi contratada para realizar o "¡PODECRER!", ganhou uma verba imensa do governo, desviou sua parte [que já havia sido desviada pois trata-se de RJ] e se esforçou o mínimo o bastante a ponto de convencer quem tinha que ser convencido... Tudo a moda carioca, para cariocas.




dados do filme

 
Brasil, 2007. Rio de janeiro, 1981. Um grupo de amigos está no ano de sua formatura no colégio São Jorge. Entre eles está Carol, filha de exilados politicos que retornou recentemente ao Brasil. Ela se apaixona por um integrante da banda de rock mais conhecida e tem que enfrentar a garota mais bonita do colégio que está decidida a conquistá-lo. Inédito.

Título Original: Podecrer!
Elenco: Dudu Azevedo, Maria Flor, Gregorio Duvivier, Silvio Guindane, Marcelo Adnet e Fernanda Paes Leme.
Direção: Arthur Fontes
Gênero: Comédia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

rubem fonseca - Corrente

Após meses de sofrimento e solidão chega o correio:

esta corrente veio da Venezuela escrita por Salomão Fuais
para correr o mundo
faça vinte e quatro cópias e mande a amigos em lugares distantes:
antes de nove dias terá surpresa, graças a santo Antônio.
Tem vinte e quatro cópias, mas não tem amigos distantes,
José Edouard, Exército venezuelano, esqueceu de distribuir cópias,
perdeu o emprego.
Lupin Gobery incendiou cópia, casa pegou fogo,
metade da família morreu.

Mandar então a amigos em lugares próximos.
Também não tem amigos em lugares próximos.

Fecha a casa.
Deitado na cama, espera surpresa.